Preparação dos pastores para os desafios da igreja local cativou líderes de São José dos Campos em evento na editoria Fiel realizado na manhã de terça (12)
Os movimentos de rua reúnem multidões e têm o poder de mudar a sociedade e reordenar o estado das coisas de forma extraordinária. Mas, estas mudanças não são duradouras e ocorrem apenas por um curto período de tempo, já que no dia seguinte as ruas estarão vazias.
Por que isto ocorre? O que falta às multidões? Este foi o tema da explanação feita pelo pastor Jonas Madureira, da Igreja Batista da Palavra, de São Paulo, no encontro de abril do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de São José dos Campos. O evento foi realizado na manhã de terça (12) no auditório da editora Fiel, situado na zona sul da cidade.

A reposta das indagações citadas nos parágrafos anteriores foi o pontapé inicial da palestra proferida por pastor Jonas. “Falta ordem! As multidões não reconhecem o valor da ordem. As multidões não querem ser lideradas. É crise para todo lado, seja no âmbito político, religioso ou empresarial. Carecemos de lideranças autênticas”, disse. Uma estratégia, segundo o palestrante, seria o centauro, metade humano, metade animal, invertido. “Besta no corpo e ser humano com a inteligência na parte da cabeça. Este é o formato que conhecemos. Mas, nos dias de hoje é possível fazer a inversão. A multidão preza pela vontade popular e não por ideias clássicas. Esta é a estratégia do centauro invertido”, esclareceu.
Ainda sobre os encontros de multidões e realizações de assembleias, pastor Jonas Madureira novamente citou a necessidade da ordem. “Todo ajuntamento precisa de ordem. Este é único elemento comum apesar de todas as diferenças existentes nas assembleias, sejam em igrejas ou reuniões de condomínio. O que vocês (pastores) fazem para ordenar a multidão que Deus lhe deu em sua igreja local? Uma igreja sem ordem perde o seu poder de Reino de Deus. Igreja precisa de ordem. Deus a utiliza para governar as igrejas, é o reconhecimento do poder e da autoridade. Nós temos um Rei e sempre seremos súditos a Ele”, destacou.

Conforme pastor Jonas, a bíblia escolheu a palavra “assembleia” para designar ajuntamento do povo, que primeiro se agrupa para depois receber ordens. “A ordem proporciona paz, alegria, edificação para a igreja e prestação de contas. Nós somos orgulhosos. Evangelho e ordem estão juntos. A igreja é uma sociedade ordenada por Jesus”, frisou.
Na sequência, pastor Jonas abordou as características da igreja local. Segundo ele a igreja local reúne pessoas que jamais estariam juntas, já que não possuem afinidade. “A igreja é um ajuntamento que jamais teria passado na cabeça de alguém. É uma reprodução do modelo de Deus. Não é uma invenção”, frisa. E acrescenta. “O pastor e a igreja local são submissos a Deus. Sem a submissão, não há um nem o outro. A assembleia chamada igreja possui uma ordem. O povo de Deus segue um líder porque vê o que Jesus faz. Deus é o dono da igreja. A crise na liderança de hoje é causada pela falta de ordem”, encerrou. Antes da preleção, o presidente do Conselho, pastor Anselmo de Carvalho, fez questão de lembrar que quem prega também precisa sentar para ouvir. “Somos líderes, mas também ovelhas”, disse. Como hábito do Conselho, foi feita uma oração pelas autoridades. “Escolhemos nossos candidatos por orações, princípios e valores. Devemos pedir a Deus que dê sabedoria aos líderes”, afirmou.

Com a experiência de quem frequenta as reuniões do Conselho desde 1994, pastor Ricardo Aurino engrossou o discurso do presidente. “O Conselho sempre prezou em orar pelas autoridades. Na semana passada estivemos com o novo prefeito, Anderson Farias. Fomos orar por ele. O prefeito nos disse que já havia tomado posse, mas que ainda não havia entrado no gabinete. Anderson fez questão de entrar no gabinete, na condição de prefeito, recebendo a nossa oração. Foi um momento emocionante e marcante”, revelou Aurino.
O próximo café do Conselho está programado pata 17 de maio na Igreja Nacional do Jesus Cristo, no Jardim Esplanada.