Líderes da região otimistas com novo governo

Pastores de ministérios influentes da cidade se mostram esperançosos e confiantes em dias melhores para o país com o início do governo de Jair Bolsonaro

 

Após mandatos consecutivos do Partido dos Trabalhadores, que culminou no impeachment de Dilma Rousseff e na introdução do vice-presidente Michel Temer, o Brasil será administrado por Jair Bolsonaro (PSL) a partir do dia primeiro de janeiro de 2019. Com investimentos pouco significativos – em comparação com as eleições anteriores -, Bolsonaro derrotou no segundo turno o nome indicado por Lula (que segue preso em Curitiba), Fernando Haddad.

Pautado por um discurso que valoriza a família, princípios éticos e cristãos, Bolsonaro cativou o emergente segmento evangélico. Prometendo acabar com a corrupção, Bolsonaro nomeou o ex-juiz federal, Sergio Moro, para ocupar o novo e abrangente Ministério da Justiça. Moro tem o nome atrelado à Operação Lava Jato – maior operação anticorrupção da história nacional.

Para a economia, Bolsonaro indicou Paulo Guedes, que tem o desafio de resgatar o azul nas avermelhadas contas públicas. Guedes é PhD em economia pela Universidade de Chicago, considerada uma referência do pensamento econômico liberal.

Cidade em que Bolsonaro obteve mais de 70% dos votos válidos no segundo turno, São José dos Campos escolheu pelo fim da liderança petista no governo nacional. Grandes líderes evangélicos demonstram otimismo e esperam mudanças positivas a partir do ano que vem. Para o pastor da Igreja da Cidade em São José dos Campos, mestre em ciência política pela Universidade de Brasília e presidente do Instituto pela Integridade, Robson Pereira, as expectativas são as melhores possíveis.

“Passamos por um período muito difícil, uma crise muito forte, com vários escândalos de corrupção. Sou muito sensível a isto e creio que agora nós temos a possibilidade como nação de estabelecer novos alvos para termos uma sociedade mais justa, onde os recursos são aplicados de forma adequada e nos lugares corretos. Creio que teremos um ano de 2019 bem melhor”, disse.  

Sobre a economia, pastor Robson acredita que o cenário irá melhorar progressivamente. “Há grandes expectativa de que novos investimentos externos cheguem ao país. Imagino que sentiremos uma baixa significativa no dólar e que, embora o Brasil já esteja em um processo de recuperação, esta retomada avance ainda mais. É uma questão de sentimento, de ambiente propicio”, destaca. E acrescenta. “Os investimentos estimulam o efeito cascata com redução de juros e aumento da produção. Assim a inflação fica mais controlável, dando poder de compra ao brasileiro para que ele possa investir, pagar as suas contas atrasadas e também aumentar a capacitação de trabalho e gerar mais empregos. Esta será o interesse imediato da parte econômica do governo. A população aguarda estas respostas”, completa.

No setor da segurança pública, pastor Robson comenta que as mudanças não podem ser bruscas. “Caso contrário pode gerar um efeito oposto ao que se deseja fazer. A segurança precisa ser vista com maior efetivo policial nas ruas, mas não pode acarretar em aumento da autoridade. O novo presidente precisa trabalhar com este conceito. As pessoas precisam se sentir seguras nas ruas e não controladas. Elas têm o direito de ir e vir e isso precisa ser mantido. É difícil, mas creio que o presidente eleito está se cercando de pessoas que podem equacionar esta questão”, relata.

Em relação aos princípios éticos, o entrevistado conta que a vontade demonstrada por Bolsona pelas questões familiares é positiva. “A população está cansada de assuntos que comprometem o bom convívio familiar Agora é hora de os homens de bem, dos cristãos se unirem para o Brasil dar certo. Torcemos para que o presidente tome decisões claras e acertadas. Mas, até quando ele falhar nós precisamos estar juntos. Não há nenhuma alegria em presenciar uma queda de governo. Sempre é vergonhoso para o país. Precisamos apoiar o governo para que ele seja bom para as pessoas”.

Otimismo também é demonstrado pelo pastor da Igreja Família Plena, Anselmo de Carvalho. “A expectativa para o ano de 2019 é muito grande, com a esperança de que o nosso novo presidente faça um bom mandato, que a economia volte a crescer com a diminuição do desemprego no Brasil”, afirmou.

Na sequência, ele ressalta os desafios que o futuro mandatário nacional terá pela frente. “Acredito que o futuro governo será muito perseguido, pois a oposição já está trabalhando forte. Mesmo que os planos sejam bons para o Brasil, a oposição irá confrontar, pois eles estão acostumados a negociar apoio por cargos e benefícios”, frisa pastor Anselmo, antes de elogiar membros da equipe de Bolsonaro.

“Saber que o Ministério da Economia será dirigido por um economista muito respeitado no Brasil, e quem poderia imaginar que um dia o Ministério da Justiça seria ocupado pelo Juiz Sérgio Moro, responsável direto por tantas condenações que ninguém acreditava ser possível. Em consequência do seu trabalho ricos, deputados, ministros e empresários foram presos. Isso foi muito bom para o nosso país, conhecido como a terra da impunidade. Acredito que 2019 será um ano abençoado. Vamos orar e trabalhar para isso”, finaliza pastor Anselmo.