Levantamento divulgado mostra disputa numericamente apertada entre o senador do PL e o presidente, dentro da margem de erro da pesquisa
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, mostra um cenário numericamente apertado entre o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República. Segundo o levantamento publicado pelo Poder360, Flávio aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%.
A diferença de um ponto percentual entre os dois nomes está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na prática, o resultado indica um quadro de empate técnico entre os dois possíveis adversários em uma simulação de segundo turno. O levantamento anterior, divulgado em 1º de setembro, apontava os dois empatados com 44%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores brasileiros entre os dias 19 e 23 de setembro de 2026. O grau de confiança informado é de 95%. O estudo foi pago com recursos próprios, teve custo de R$ 30 mil e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04202/2026.
O levantamento reforça o ambiente de forte polarização da disputa presidencial de 2026. De um lado, Lula busca manter sua base eleitoral e defender os resultados de seu governo. De outro, Flávio Bolsonaro aparece como principal representante do campo bolsonarista em um cenário de sucessão nacional marcado pela ausência de Jair Bolsonaro na disputa direta.
Além da simulação de segundo turno entre Flávio e Lula, a pesquisa também testou outro cenário envolvendo o presidente e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD. Nesse caso, Lula e Caiado aparecem empatados com 44% das intenções de voto, também dentro da margem de erro.
No primeiro turno, o cenário apresentado pelo Real Time Big Data mostra Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 41% das intenções de voto, contra 37% do senador do PL. Como se trata de uma simulação, os números servem como fotografia do momento e não como projeção de resultado eleitoral.
A leitura dos dados exige cautela. Pesquisas eleitorais medem a intenção de voto no período em que são realizadas e podem variar conforme o cenário político, a campanha, alianças partidárias, debates, fatos novos, economia, avaliação de governo e comportamento do eleitorado. Por isso, os resultados divulgados agora indicam tendências daquele momento específico, mas não definem o resultado da eleição.
Outro dado relevante apresentado pelo levantamento é a rejeição dos nomes testados. Segundo a pesquisa, Lula aparece com 50% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro tem 49% entre os entrevistados que disseram que não votariam nesses candidatos. Os índices mostram que os dois principais nomes avaliados enfrentam resistência elevada em parcela significativa do eleitorado.
A pesquisa também avaliou o governo Lula. De acordo com o levantamento, 52% desaprovam a administração federal, enquanto 45% aprovam. Quando os entrevistados foram questionados sobre a avaliação do governo, 45% classificaram a gestão como ruim ou péssima, 22% como regular e 32% como ótima ou boa.
Esses números ajudam a explicar o peso que a avaliação do governo pode ter na disputa de 2026. Presidentes que buscam novo mandato ou lideram um campo político costumam ter sua imagem diretamente associada ao desempenho da administração. Ao mesmo tempo, a oposição tenta transformar índices de desaprovação em argumento eleitoral.
No caso de Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta sua consolidação como nome competitivo dentro do campo da direita em uma simulação nacional. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador herda parte do capital político do bolsonarismo e aparece em um cenário de segundo turno com desempenho próximo ao do atual presidente.
Já Lula mantém presença forte no primeiro turno e segue como principal nome do PT e do campo governista. A pesquisa mostra que, mesmo com índices de desaprovação superiores à aprovação, o presidente conserva uma base expressiva de intenção de voto, suficiente para liderar numericamente a simulação de primeiro turno apresentada pelo instituto.
O resultado divulgado deve intensificar as análises sobre a sucessão presidencial. A distância curta entre os principais nomes testados sinaliza uma disputa aberta e altamente competitiva, com pouco espaço para erros estratégicos, especialmente em um ambiente político marcado por polarização, rejeição elevada e eleitorado dividido.
Até a eleição, novos levantamentos deverão mostrar se esse quadro se mantém, se amplia ou se sofre alterações. Por enquanto, a pesquisa Real Time Big Data registra um retrato claro do momento: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem separados por margem mínima em eventual segundo turno, enquanto o primeiro turno mostra vantagem numérica do presidente sobre o senador do PL.








