Felicio e o vice Anderson Farias receberam orações e bênçãos na manhã de terça (15) na Igreja Família Plena, no centro de São José dos Campos. Eles agradeceram o convite e analisaram a mudança de sigla e os novos rumos políticos. “Não fomos nós que saímos do PSDB. Foi o partido que saiu da gente”, afirmou aos líderes evangélicos da cidade
Os abençoados encontros mensais do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de São José dos Campos começaram com presenças ilustres em 2022. Na primeira reunião do ano, realizada na terça (15) na Igreja Família Plena, no centro da cidade, estiveram presentes o prefeito Felicio Ramuth e o vice, Anderson Farias. Antes de comentar sobre a sua saída do PSDB para o PSD, Felicio fez questão de agradecer ao convite feito pelo Conselho de Pastores. “Agradeço ao pastor Anselmo (presidente do Conselho) e à família do Conselho por nos receber nesta casa de Deus. Trabalho buscando honrar o nome de Deus, o meu e da minha família. Aprendi com meu pai que nosso nome é o maior patrimônio que temos”, afirmou.

Na sequência, o prefeito abordou sobre sua mudança partidária após 28 anos de filiação tucana. “Deus me deu uma nova missão. Não houve uma renovação nas lideranças do PSDB. Todos acompanharam os embates que tive ao longo da pandemia com o Governo do Estado. Depois houve prévias onde apoiamos o Eduardo Leite. Não fomos nós que saímos do PSDB. Foi o partido que saiu da gente. Paralelo a isto, o PSD enxergou neste time de São José muitos talentos”, afirmou. E complementou. “O PSD é hoje o quarto partido do Congresso, tem o presidente do Senado (Rodrigo Pacheco). Então, optamos por fazer a migração”, destacou.
Sobre o convite para ser candidato a governador de São Paulo, feito pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, Felicio avaliou que se trata de uma grande oportunidade devido ao atual cenário político. “Temos o candidato do Governo (Rodrigo Garcia), que é mal avaliado. Temos o Haddad, que é declaradamente de esquerda. E ainda o Arthur do Val, que é um ‘lacrador’ da internet e o Tarcísio, ligado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que sofre rejeição em razão do seu comportamento na pandemia. Meu nome é novo, mas com experiência política e de gestão. Esta é a leitura que fazemos”, enfatizou. Apesar de mostrar simpatia ao convite feito por Kassab, o prefeito joseense garantiu que não abrirá mão de cuidar da cidade. “O Anderson Farias tem muita experiência. Tenho certeza que foi a mão de Deus tê-lo como vice neste momento. Ele é de minha confiança, tem muita competência técnica. Estou plenamente seguro de que São José estará em boas mãos”, relatou. Antes de tomar uma decisão final, o chefe do executivo garantiu que vai escutar a população. “Estou conversando com o cidadão para dar a resposta definitiva ao PSD. Fui convidado e vou tomar uma decisão. Conto com o apoio da cidade e de vocês (pastores). Deus me deu uma missão. Estou pronto. Vamos continuar construindo juntos a cidade, o estado e o país dos nossos sonhos”, disse.
Na visão de Felicio uma eventual candidatura do seu nome seria de grande valia para São José. “Minha candidatura dará visibilidade à cidade. Mostraremos a nível estadual todas as qualidades de São José. Isso trará investimentos. Lógico que temos problemas, mas enfrentaremos com responsabilidade e transparência. Também sei das demandas do Vale do Paraíba, que são muitas. Terei uma visão especial para a nossa região”, garantiu. Depois de Felicio, foi a vez de Anderson falar na reunião. Ele enalteceu a coragem do prefeito, avaliou que é uma decisão não apenas política, como pessoal e familiar. O vice aproveitou o momento para fazer uma revelação (veja abaixo). “Todo mês recebemos alguns pastores do Conselho. Em um dos últimos encontros, nos disseram que 2022 é o ano do rompimento. Ficamos pasmos quando ouvimos, já que estávamos justamente em um momento de decisão. A palavra veio na hora certa. Agradeço a toda comunidade evangélica, que além de desempenhar um trabalho magnífico por toda a cidade, sempre esteve ao nosso lado”, destacou.

Depois das palavras de Anderson, pastor Anselmo de Carvalho deu sequência ao discurso. “Rompimento não significa divisão. Este é um ano de novos projetos, rumos, é o 2022 da renovação. Deus está no controle de todas as decisões”, proferiu. Na reunião também foram feitas orações às autoridades presentes ao encontro. Também estiveram na 1ª reunião do Conselho de Pastores de 2022 os vereadores Renato Santiago e Marcelo Garcia. O evento foi transmitido via link para todos os Conselhos de Pastores do estado. Antes de começar a celebração, pastor Anselmo de Carvalho fez questão de abordar sobre a importância da união proporcionada pelo encontro. “É uma honra muito grande estarmos neste primeiro café de 2022. É muito precioso adorar a Deus juntos. Aqui não há placa denominacional. Todos somos iguais e precisamos da graça divina”, frisou.
‘Tenho percebido o carinho das pessoas’, afirma Felicio
Questionado sobre o feedback dado pela população nas ruas, referente ao convite para ser governador, Felicio respondeu que tem escutado diversos tipos de abordagens, mas que tem percebido o carinho por parte do cidadão joseense. “Já escutei vários tipos de abordagens. Alguns dizem que ser governador é difícil, pedem para eu sair primeiramente candidato a deputado estadual, federal. Também têm aqueles com mais perfil empreendedor, que falam para eu aproveitar a oportunidade. Mas também têm aqueles que são contra, que nunca confiam em político. Mas, as opiniões contrárias são minoria. A maioria das pessoas fica na dúvida, me questiona onde São José vai ganhar com minha eventual candidatura. Percebo o carinho na maioria”, afirma.
2022, o ano do rompimento. ‘As palavras do pastor Anselmo foram essenciais’, avalia Anderson
Nos primeiros dias de janeiro, Anderson e Felicio receberam pastor Anselmo no Paço Municipal. Foi quando ouviram que 2022 era o ano do rompimento. “As palavras do pastor Anselmo foram essenciais para a nossa mudança de partido. Foi muito importante para nossa tomada de decisão. Além disso, estar aqui é sempre uma energia especial, tanto pessoalmente como espiritualmente, recarrega as energias para cuidar da nossa cidade. As igrejas nos ajudam demais na administração da cidade”, analisa.