Instituição completa 35 anos relembrando uma trajetória que começou com uma pequena escola em Taubaté e ganhou força com a perseverança de Terezinha Apolinário, a união da comunidade e o sonho de formar novas gerações
Antes dos prédios, das salas de aula e das gerações de estudantes, existia um sonho. A história do Colégio Adventista de Taubaté-Tremembé é marcada pela fé, pela perseverança e pelo esforço coletivo de pessoas que acreditaram que a região precisava de uma instituição capaz de unir educação e princípios cristãos.
Em 2026, o colégio completa 35 anos desde sua inauguração, realizada em 10 de novembro de 1991, celebrando uma trajetória que atravessou gerações e se tornou parte da história educacional de Taubaté e Tremembé.
Em 1986, uma pequena escola adventista funcionava nas dependências da Igreja Adventista Central de Taubaté. O espaço limitado, porém, acabou tornando impossível a continuidade das atividades, e a unidade precisou fechar suas portas.
Foi alguns anos depois que esse projeto começou a renascer. Segundo os registros históricos da própria instituição, Terezinha Apolinário sentiu-se chamada a liderar a reconstrução da escola. Durante uma madrugada de oração, teria recebido a convicção de que precisava agir rapidamente para tornar aquele sonho realidade.
O primeiro grande desafio era encontrar um terreno. Terezinha procurou seu cunhado, Isaías Apolinário, proprietário de uma área em Tremembé. Depois de muita insistência e mobilização, ele decidiu doar o espaço onde futuramente seria construída a nova escola.
A partir daí começou uma verdadeira mobilização. Documentações precisavam ser regularizadas, recursos tinham de ser levantados e materiais eram necessários para que o projeto saísse do papel. Familiares, membros da Igreja Adventista e pessoas da comunidade passaram a contribuir de diferentes maneiras.
Um dos capítulos mais marcantes aconteceu em junho de 1990. A escritura do terreno deveria ser realizada no dia 10, mas uma greve no Fórum de Taubaté colocou todo o planejamento em risco. Terezinha decidiu seguir adiante mesmo diante das dificuldades burocráticas. O relato preservado pela instituição descreve uma sequência de obstáculos envolvendo Fórum e cartórios, vencidos com insistência e pela colaboração de pessoas que decidiram ajudar.
Sete dias depois, em 17 de junho de 1990, a escritura finalmente foi lavrada. Na mesma data aconteceu o lançamento da pedra fundamental, transformando aquele sonho em um projeto concreto.
A mobilização continuou durante a construção. Um episódio guardado com carinho na memória da escola ocorreu quando Terezinha procurava um tablado para a cerimônia de lançamento da pedra fundamental. Sem conseguir encontrá-lo, foi surpreendida pela chegada de um caminhão carregado justamente com escadas e madeiras que poderiam ser utilizadas no evento. O material veio do Depósito de Material de Construção JR, cujo proprietário decidiu colaborar com a iniciativa.
A história foi construída por muitas mãos. Membros das igrejas de Taubaté e Pindamonhangaba, empresários, profissionais de cartórios, representantes das prefeituras de Taubaté e Tremembé, voluntários e trabalhadores participaram, direta ou indiretamente, da concretização do projeto.
Em 10 de novembro de 1991, a nova escola foi oficialmente inaugurada.
Poucos meses depois, em 10 de fevereiro de 1992, começaram as atividades escolares. A instituição iniciou sua caminhada com 77 alunos, distribuídos da 1ª à 4ª série.
O crescimento veio rapidamente. Em 1997, a escola passou por reforma e ampliação. Em agosto de 1998, novos blocos foram inaugurados, acompanhando o aumento da procura e permitindo que a instituição ampliasse sua estrutura educacional.
Em 1999, um novo capítulo foi escrito. A unidade passou oficialmente a se chamar Colégio Adventista Taubaté-Tremembé, ampliando sua atuação para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Profissionalizante.
Ao completar 35 anos, a instituição celebra não apenas uma data, mas uma história marcada por pessoas que acreditaram em um propósito comum. A trajetória de Terezinha Apolinário tornou-se símbolo desse início. Diante da falta de espaço, das dificuldades financeiras, das exigências burocráticas e dos imprevistos, ela decidiu continuar. Ao seu redor, outras pessoas passaram a acreditar no mesmo projeto.
O resultado foi muito maior que a construção de um prédio. Nasceu uma instituição destinada a receber crianças e jovens e a participar da formação de diferentes gerações de famílias de Taubaté, Tremembé e municípios vizinhos.
Por isso, a própria memória do colégio resume sua origem em cinco palavras: fé, perseverança, união, educação e propósito.
A história do Colégio Adventista de Taubaté-Tremembé mostra que grandes projetos muitas vezes começam de maneira simples. Neste caso, começaram com uma pequena escola que fechou suas portas, uma mulher que se recusou a abandonar um sonho e uma comunidade que decidiu construí-lo junto.
Trinta e cinco anos depois, cada aluno que atravessa os portões da instituição também passa a fazer parte dessa história — uma história que começou antes mesmo da escola existir, quando alguém decidiu acreditar que era possível recomeçar.








